Sou parte de ti? Não sei.
Sou metade de mim? Não sei.
Tudo que sei é que sou pingo
Juntando-me ao teu suor
Descendo por tua pele nua
Lambendo tua carne crua
Para cair no solo em que tu pisas.
Sou de ti esquecido e nunca lembrado
Mas roubo de ti o sal pra terra
Onde morro e por quem sou tragado
E na qual minha paixão encerra.
Escrito para ninguém, numa tarde quente de outubro qualquer.
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quarta-feira, 18 de março de 2009
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