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quinta-feira, 5 de maio de 2011

As flores que colhíamos juntos




As flores que colhíamos juntos

Você não pode esquecer
Das flores que colhemos juntos
Naquele campo vasto
Com muitos pássaros
E um vento frio
Soprando sobre nós
Quando ainda éramos tão jovens.

Você não deve esquecer
Das flores do seu vestido
Estampas coloridas
Como as flores no campo
Que colhíamos juntos
Com aquele vento frio
Soprando sobre nós
Levando nossa inocência.

Era como num sonho
Quando colhíamos flores
E você lutava contra o vento
Para não levantar o seu vestido
Estampado com flores
As mesmas flores do campo
Que colhíamos juntos

Não era um sonho
Eram verdadeiras as flores
Você é a minha verdade
Desde que éramos crianças
E brincávamos de colher flores
Num campo vasto
Com pássaros e um vento frio
Tentando levantar o seu vestido
Estampado com as mesmas flores
Que colhíamos juntos.

Quando éramos inocentes
Ríamos juntos...

sábado, 28 de março de 2009

Fortes?


Vi robustas árvores envergadas pelo vento
Lutando contra a morte, apegadas à terra
Soltando suas folhas sem, talvez, contentamento
Deixando escapar, assim, a beleza que encerra.
Vi o vento que soprava com intrepidez
Sem poder ser detido em suas livres veredas
Atentando contra uma árvore pra tirá-la de vez,
Do solo, em silvos longos entre as alamedas.
Um homem que passava segurou seu chapéu
Olhou para a árvore e se compadeceu
Pois compreendeu que debaixo do céu
Só não se curva ao mais forte aquele que morreu.
Mas até o vento que ninguém sabe de onde vem
Embora forte e ágil sem ter que dar satisfação
Chega uma hora que se cansa também
E deixa tudo que levantou cair de novo ao chão.


Jesus de Miúdo
5/10/2005